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Horizonte

Silêncio.
Meus atos estão cheios de acaso
e quase me calo
nos casos de ignorância.
Os mortos estão na lama
e amoleço
na transparente transfusão de traços.
Estamos (des)cobrindo os pedaços?
Os miseráveis estão infindáveis
e amanhecem crepúsculos duros remotos.
Estou nos vestígios do abandono.
Enquanto cresço em idades
os perdidos amolecem em pedaços secos.
Não há remissão.
Se estou preso?
Não.
Estou solto em ausências...
O tempo seca-me em amplitude.
Os retratos são imersos:
Nós(sos). Submersos. Em mim.

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Reticências

Chegou em casa e abriu a porta. Deitou-se na cama e esperou. E dormiu e sonhou e acordou. Perdeu-se em opostos, impostos, antepostos. Foi embora sem encontrar o que procurava. E morreu perdida no espaço. Saudade.

Aconchego

Sou toda forma e prosa. E caminho por estradas e estrelas e nada. Assim encontro minha vida, porto seguro, caminho do mundo. Gosto de vô, olhar de café, cheiro de amor. Porque em mineirês faço e me desfaço e possuo o privilégio provinciano. Família, sentimento, mãos dadas, reencontro. E assim sigo a memória esqueço a aurora e me encho de quadrilha. Poesia. E volto em metades, me encontro no colo e me esqueço no inteiro. Porque entre mim e meu afeto há vastidões de aconchego.

(Des)encontros

Sinto-me. Descaso-me de abalos, Despida em pudores. Perco-me. Em seus dias, em seus montes, em seu corpo. O sufoco enaltece o desembalo de amor. E nesse embalo (antes chamado você) Destruo-me, encontro-me, acabo. E não me (des)faço. Seus edifícios se encontram em esculturas Talhadas a me perdoar, a me negar, a me aceitar. E seus nós, que me enchem de armadilhas. E seus nossos, que me destroem em harmonias. Seus, nossos, nós. Juntos, presos, perdidos. Armados a serem únicos, Perdem o acaso de meu caso E novamente me (des)encontro. Em seu descaso.