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(Des)encontros

Sinto-me.
Descaso-me de abalos,
Despida em pudores.
Perco-me.
Em seus dias, em seus montes, em seu corpo.
O sufoco enaltece o desembalo de amor.
E nesse embalo (antes chamado você)
Destruo-me, encontro-me, acabo.
E não me (des)faço.
Seus edifícios se encontram em esculturas
Talhadas a me perdoar, a me negar, a me aceitar.
E seus nós, que me enchem de armadilhas.
E seus nossos, que me destroem em harmonias.
Seus, nossos, nós.
Juntos, presos, perdidos.
Armados a serem únicos,
Perdem o acaso de meu caso
E novamente me (des)encontro.
Em seu descaso.

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Reticências

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Aconchego

Sou toda forma e prosa. E caminho por estradas e estrelas e nada. Assim encontro minha vida, porto seguro, caminho do mundo. Gosto de vô, olhar de café, cheiro de amor. Porque em mineirês faço e me desfaço e possuo o privilégio provinciano. Família, sentimento, mãos dadas, reencontro. E assim sigo a memória esqueço a aurora e me encho de quadrilha. Poesia. E volto em metades, me encontro no colo e me esqueço no inteiro. Porque entre mim e meu afeto há vastidões de aconchego.