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Reticências


Chegou em casa e abriu a porta.
Deitou-se na cama e esperou.
E dormiu
e sonhou
e acordou.
Perdeu-se em opostos, impostos, antepostos.
Foi embora sem encontrar o que procurava.
E morreu perdida no espaço.
Saudade.

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Aconchego

Sou toda forma e prosa. E caminho por estradas e estrelas e nada. Assim encontro minha vida, porto seguro, caminho do mundo. Gosto de vô, olhar de café, cheiro de amor. Porque em mineirês faço e me desfaço e possuo o privilégio provinciano. Família, sentimento, mãos dadas, reencontro. E assim sigo a memória esqueço a aurora e me encho de quadrilha. Poesia. E volto em metades, me encontro no colo e me esqueço no inteiro. Porque entre mim e meu afeto há vastidões de aconchego.

(Des)encontros

Sinto-me. Descaso-me de abalos, Despida em pudores. Perco-me. Em seus dias, em seus montes, em seu corpo. O sufoco enaltece o desembalo de amor. E nesse embalo (antes chamado você) Destruo-me, encontro-me, acabo. E não me (des)faço. Seus edifícios se encontram em esculturas Talhadas a me perdoar, a me negar, a me aceitar. E seus nós, que me enchem de armadilhas. E seus nossos, que me destroem em harmonias. Seus, nossos, nós. Juntos, presos, perdidos. Armados a serem únicos, Perdem o acaso de meu caso E novamente me (des)encontro. Em seu descaso.